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Você sabe como funciona o câmbio no Brasil?

  • 18 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

Da época das grandes navegações até os dias atuais, o comércio internacional sempre é assunto de grande interesse na economia. A diferença é que atualmente tudo funciona baseado no dinheiro, ao contrário dos escambos que eram feitos antigamente.


Em contexto internacional, a troca de moedas é o assunto que predomina. Assim, entender como funciona o câmbio é muito importante para os negócios e para a economia como um todo.


Este post apresenta o que é e como funciona o câmbio no Brasil. Confira!


O que é o mercado de câmbio?

O mercado financeiro é dividido em 4 segmentos: mercado monetário, mercado de crédito, mercado de capitais e mercado cambial.


Falando especificamente do mercado cambial, é nele que acontecem transações entre moedas diferentes. Em outras palavras, é no mercado cambial que ocorre a compra e venda de moedas.


Em se tratando de Brasil, quando um indivíduo precisa de dólares, ele adquire a moeda americana pagando em reais, geralmente por meio de uma casa de câmbio.


O nome câmbio advém dessa transação de moedas, que remete a troca, em espanhol.


Como funciona o câmbio no Brasil?


O câmbio no Brasil funciona até hoje com base em diretrizes traçadas no ano de 1999, sob a alcunha de tripé macroeconômico. Esse tripé, como o nome sugere, é constituído sob 3 bases.


Então, o primeiro ponto a ser observado pelas políticas econômicas brasileiras é um sistema de metas para a inflação. O segundo “pé” diz respeito a metas para o superavit primário (meta fiscal). E o terceiro aspecto é a adoção do regime de câmbio flutuante.


Regime de câmbio flutuante


O regime de câmbio flutuante significa que as forças de oferta e demanda por moedas estrangeiras vão definir o preço do câmbio. Assim, o governo não deve interferir no funcionamento do mercado cambial, pois ele é autorregulado seguindo a ideia da “mão invisível” proposta por Adam Smith.


Se a procura por dólares no Brasil crescer, o preço dessa moeda também deve subir, o que faz a taxa de câmbio aumentar (desvalorização cambial). Por outro lado, se os agentes econômicos preferirem o Real frente ao dólar, uma valorização cambial deve ocorrer (diminuição na taxa de câmbio).


Atualmente, o Brasil utiliza uma vertente desse sistema, chamada de flutuação suja, no qual o Banco Central não interfere no mercado quando a taxa de câmbio respeita alguns parâmetros.


Contudo, a autoridade monetária faz intervenções pontuais para ajustar distorções e proteger o mercado de variações bruscas.


Mas é bom saber que o país também já utilizou outro sistema, o câmbio fixo.


Regime de câmbio fixo


Esse modelo de administração do câmbio foi adotado com destaque na época da implantação do Plano Real, sendo base para o sucesso da “âncora cambial” para controle da inflação.


Nesse modelo, o governo atua no mercado cambial para deixar o preço das moedas estrangeiras em um patamar pré-definido. Em resumo, a autoridade monetária trabalha contra as forças de mercado, deixando o câmbio em um valor fixo.


Para você entender: no Plano Real, o Banco Central atuou para deixar o Real valorizado em relação ao dólar, permitindo que produtos estrangeiros ficassem baratos no Brasil. Esse fator contribuiu bastante para o controle inflacionário.


Qual o melhor câmbio para importar e exportar?


Para identificar o melhor câmbio, é preciso definir para quem essa resposta está voltada. Isso porque o melhor câmbio para o importador não é necessariamente o melhor para o exportador.


Explicando: quando o Real está forte, a taxa de câmbio é menor. Isso contribui para deixar os produtos estrangeiros relativamente mais baratos aqui no Brasil. Assim, esse cenário de câmbio baixo é muito vantajoso para importar.


Em contraste, se o dólar fica valorizado em relação ao Real, a taxa de câmbio sobe. Dessa forma, os produtos brasileiros ficam relativamente mais baratos no exterior, favorecendo os exportadores.


Agora que você já sabe como funciona o câmbio, vai ficar muito mais fácil entender todos os assuntos de comércio internacional. E para continuar aprendendo, curta nossa página no Facebook!








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