Entenda o processo de internacionalização de empresas
- 21 de dez. de 2018
- 4 min de leitura

A internacionalização de empresas brasileiras é um processo de expansão de negócios que se intensificou a partir do começo do século 21. Inicialmente, com a estabilidade da economia no Brasil e com o crescimento das companhias com sede no país, houve um movimento de direção dos investidores nacionais para o exterior.
Com a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa em 2008, muitas empresas brasileiras conseguiram se colocar no mercado internacional com importantes vantagens competitivas. Mais tarde, com a crise interna do Brasil a partir de meados de 2014, foi a vez das empresas do país buscarem oportunidades no exterior para suprir no mercado nacional.
Começar a atuar no âmbito internacional, porém, não é uma tarefa tão simples. Veja no post de hoje quais aspectos devem ser levados em conta em uma expansão para o exterior.
Ações previstas no Planejamento Estratégico
Com a crise econômica no Brasil, que teve como uma das consequências a queda no consumo, muitas empresas do país decidiram se voltar para o mercado externo em busca de novas oportunidades. Porém, quem pretende seguir esse caminho deve se preparar com antecedência, já que fazer negócios no mercado internacional requer a aprovação em uma série de trâmites burocráticos.
Além disso, a internacionalização de empresas deve ser pensada sob o ponto de vista econômico, pois envolve custos e obrigações. Por isso, a organização que pretende atuar além das fronteiras precisa colocar a expansão no plano estratégico do negócio.
As operações no exterior devem vir depois de um profundo estudo de mercado, que englobe vários itens, como demanda por produtos ou serviços, facilidade de mão de obra, custo de produção em geral, leis, logística, posicionamento de marca, participação de mercado, etc.
Escolha do tipo de operação
A internacionalização de empresas pode ocorrer de diferentes maneiras, por meio de exportação, franquias, filiais, representação comercial, aquisição ou fusão, negociação de ativos em bolsas de valores estrangeiros, joint-ventures, entre outros exemplos.
A escolha do modelo de atuação no exterior dependerá do estágio de maturidade da empresa nacional, dos objetivos estratégicos que ela possui, custos envolvidos e da conjuntura econômica. Por exemplo, por vezes é melhor produzir no Brasil e exportar as mercadorias do que manter uma estrutura própria em outra nação.
Já em outros casos, devido a condições favoráveis de entrada, por ser melhor abrir uma filial no exterior e aproveitar os possíveis benefícios, como tributos reduzidos, facilidade para encontrar matérias-primas e baixo custo de mão de obra.
A abertura de franquias, por sua vez, precisa ser precedida por operações-piloto, em que as empresas testam o modelo de negócios e avaliam se ele pode ser escalável. Enquanto uma franqueadora pode ser forte no Brasil, em outro país ela será inicialmente uma mera desconhecida. Logo, ter um parceiro confiável e empreendedor em outra nação e trabalhar estratégias de marketing eficazes são alguns dos requisitos para se obter sucesso lá fora.
Trâmites legais da internacionalização de empresas
Seja qual for a maneira escolhida por empresa para se internacionalizar, ela terá que cumprir uma série de exigências, tanto no Brasil quando no país onde pretende se instalar.
Para exportar, a empresa deve ter contatos comerciais no exterior e, além disso, obter o registro de exportação na Receita Federal do Brasil. A empresa que pretende vender para o mercado externo também precisa estar habilitada no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), para poder cumprir as exigências legais desse tipo de negociação.
Se a escolha da empresa for lançar uma filial, ela terá que analisar os requisitos para se abrir um negócio no exterior. Vale lembrar que cada país possui legislação própria para permitir ou não a instalação de companhias de outras nações em território nacional. Em alguns casos, como os setores de aviação e de meios de comunicação, entre outras áreas estratégicas, pode haver proibição de participação estrangeira.
Para acelerar a tramitação da abertura de uma filial ou subsidiária em outro país, é importante contar com o auxílio de uma consultoria e de um escritório especializado em internacionalização de empresas.
Além disso, a companhia deve ter toda a documentação devidamente traduzida para o idioma oficial do país onde pretende se instalar. Em alguns casos, a falta de documentos corretos pode atrasar meses a aprovação do pedido de instalação. Nesse momento, vale contar com empresas de tradução que ofereçam serviços especializados para empreendimentos que precisam apresentar documentos no exterior.
Suporte ao Cliente
Além de vender produtos ou serviços para outros países, as empresas brasileiras devem oferecer suporte de atendimento para os clientes, para assegurarem bons negócios no longo prazo. Companhias que só exportam, por exemplo, devem ter manuais técnicos e sites escritos nas línguas dos compradores.
Tenham em mente que, muitas vezes neglicenciada, a barreira do idioma pode ser decisiva no sucesso ou no fracasso de uma operação no exterior. Muitos compradores de outros países tem a facilidade de suporte como critério de decisão na compra de um produto ou serviço.
Além disso, a empresa deve dispor de material de venda na língua do potencial consumidor. No momento inicial da expansão, algumas companhias não têm condições de abrir uma grande estrutura em outro país e optam por produzir materiais de divulgação e gerenciar o suporte ao cliente diretamente do Brasil. Com a facilidade da internet, esse tipo de atuação é cada vez mais comum.
Entre em contato e saiba qual a melhor maneira para sua empresa expandir seu negócio para além das fronteiras!!!









































Comentários